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Movimento dos Atingidos por Barragens Os representantes das empresas Alcoa dos Estados Unidos, Companhia Paulista de Força e Luz/CPFL, Votorantin, Camargo Corrêa e Companhia Brasileira de Alumínio/CBA que formam o consórcio BAESA, não compareceram à reunião acordada com o MAB e com o Governo Federal, que estava prevista para ocorrer no dia de ontem (09), em Brasília. A reunião tinha o propósito de negociar soluções para resolver os problemas sociais e ambientais decorrentes da construção da barragem. O não comparecimento da empresa aumentou a revolta na população atingida que voltou a impedir os acesso à obra. Apesar do não comparecimento da empresa, as lideranças do MAB manifestaram aos representantes do Ministério de Minas e Energia e Secretaria Geral do Governo a preocupação com a atual situação de conflito na região. De um lado está a população atingida, disposta a não deixar fechar a barragem sem que todos os problemas socias e ambientais estejam resolvidos e do outro o Consórcio Baesa, que se recusa a encontrar soluções para os conflitos de forma negociável. Na reunião o MAB solicitou ao Governo Federal que intervenha na situação, pois no entendimento do Movimento, a Baesa, com a comprovação da fraude do Estudo de Impacto Ambiental, perdeu a credibilidade para encaminhar medidas que solucionem o problema. Apesar da BAESA ter anunciado publicamente na sexta-feira que não sentaria com o MAB, os coordenadores do movimento que se deslocaram da região para Brasília ficaram surpresos e revoltados com a posição da empresa. Eloir Vieira Soares, agricultor e liderança do MAB, disse que “a empresa perece não estar preocupada com a situação de extremo conflito que ocorre na região da construção da barragem”. Esta tem sido a prática da empresa, conclui Soares. A barragem de Barra Grande está sendo construída no rio Pelotas, nos municípios de Anita Garibaldi-SC e Pinhal da Serra-RS, está praticamente pronta, com previsão de começar a gerar energia em outubro de 2005. Os conflitos na região se agravaram após o início do desmatamento de uma das principais reservas de araucárias do sul do Brasil, que no Estudo de Impacto Ambiental feito pela empresa Engevix, também construtora de barragem, era descrita como “capoeira”. Baseados nestes dados falsos o Ibama, licenciou construção da obra. Para Soares, a morte de mais um trabalhador no dia de ontem na região é a demonstração do clima de tensão. “Lamentavelmente mais um trabalhador morreu por causa da ação das grandes empresas construtoras de barragem, isso não é um fato isolado e reflete a posição da empresa que em busca de lucro, colocam em risco a vida das pessoas”, conclui. Na região, a população continua mobilizada e o Movimento reafirma o compromisso na luta em defesa das famílias atingidas, do meio ambiente e do povo brasileiro.10 de setembro de 2004 Assessoria de Comunicação do
MAB comunicacaomab@mabnacional.org.br |
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