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Sinsesp
quer concurso na prefeitura
de São Paulo
Desde
o início de 2001, o Sindicato vem insistindo
com a administração da prefeitura do município
de São Paulo para que a mesma abra concurso público
de ingresso e acesso para o preenchimento das aproximadamente
70 vagas de sociólogos, que se encontram ociosas
no quadro de funcionários, uma vez que o segundo
e último concurso foram realizados em 1990. Daquele
período até hoje, a par da míngua
reposição salarial concedida a todo funcionalismo,
não foram feitos sequer os procedimentos necessários
para a evolução, na carreira, daqueles
que já trabalham há 10 anos, o que implica
em salários ínfimos, sobretudo no que
se refere ao piso da categoria.
O
sindicato fez audiências, em 2002, com os assessores
da então secretária de administração
pública, Maria Helena Kerr do Amaral, que nos
encaminharam ao SINP – Sistema de Negociação
Permanente, criado pela atual gestão da prefeitura,
para negociações com os trabalhadores.
Conversamos com o representante do governo naquele Sistema
e chegamos a participar de reuniões do grupo
que envolvia a Secretaria, mediadores e sindicatos de
várias categorias que possuem funcionários
de carreira na prefeitura de São Paulo. Logo
percebemos o engodo do SINP, principalmente quando aprovaram
aumentos para o funcionalismo que não chegaram
a 2,5% ao ano, o que provocou a ruptura dos sindicatos
dos professores e dos sociólogos, para com aquele
Sistema.
A
prefeitura, logo em seguida, baixou portaria no sentido
de modificar, para todos os servidores concursados,
o cálculo dos benefícios e vantagens acumuladas
ao longo de suas carreiras, ocasionando manifestações
nas portas das Secretarias, no Palácio das Indústrias,
na Av. Paulista. O sindicato, mais uma vez estava lá,
denunciando a não realização de
concursos, a desvalorização da categoria
e a impropriedade da portaria, inclusive através
de Carta Aberta à População, distribuída
às autoridades municipais, vereadores, população
e imprensa. A portaria acabou não sendo aplicada.
2003,
NOVA FORMA DE LUTA
No dia 14 de abril o Presidente do SINSESP, Paulo Roberto
Martins, acompanhado de quatro membros da diretoria,
estiveram nos gabinetes dos vereadores Odilon Guedes
(PT) e Carlos Neder (PT), expondo o problema dos sociólogos
e discutindo formas de encaminhamentos e soluções.
O vereador Odilon marcou audiência para o dia
29 de abril com o chefe de gabinete da secretaria municipal
de Gestão Pública, e Paulo Martins agendou
para o dia 26, com o Secretário de Governo, Rui
Falcão, uma conversa com os diretores do sindicato,
quando a ele levaremos nossas reivindicações
: Concurso de Ingresso e Acesso para sociólogos,
dado o aumento significativo da demanda por trabalhos
executados por Sociólogos nos diversos órgãos
municipais, principalmente nas subprefeituras.
Confira, abaixo, a íntegra do documento que foi
entregue aos Vereadores Odilon Guedes e Cláudio
Fonseca e que será enviado ao deputado estadual
Adriano Diogo, deputado federal Devanir Ribeiro, chefe
de gabinete da prefeita Marta Suplicy, secretária
de Gestão Pública Mônica Valente
e secretário de Governo Rui Falcão.
Solicitamos a interferência de Vossa Senhoria
no sentido de solicitar a realização de
concursos públicos de acesso e ingresso para
o cargo de sociólogo, já existente nos
quadros de profissionais da prefeitura do Município
de São Paulo, devido:
1) À crescente demanda pelo trabalho específico
do sociólogo, mormente nas atuais subprefeituras,
principalmente no que se refere à confecção,
implantação e acompanhamento dos planos
diretores regionais, que encontraram dificuldades durante
este ano para a realização da consulta
à população, diagnóstico
e levantamento de propostas. Todos os P.D.Rs. poderiam
ser enriquecidos com a participação do
sociólogo, que tem formação em
pesquisa, levantamento e análise de dados, e
planejamento. No próximo ano, os Planos deverão
passar para a segunda etapa, com as particularidades
de cada região e com a possibilidade de aplicarem
instrumentos urbanísticos como as Operações
e Intervenções Urbanas. O sociólogo
é o especialista que melhor poderia conduzir
o processo, pois tem formação generalista,
que lhe dá amplitude para interagir com diversos
atores: associações de moradores, sindicatos,
arquitetos, ONGs, etc.
2) Ainda nas subprefeituras, o sociólogo deveria
atuar no Orçamento Participativo, na elaboração
das políticas públicas bem como na assessoria
do gabinete. Existiria ainda a necessidade de termos
um sociólogo nas unidades de Cadastro, para levantamento
dos dados sociais e subsídio ao gabinete, no
que se refere a elaboração de planejamento
de ações, diagnósticos e perfis
distritais. A ex - prefeita Luíza Erundina já
havia detectado essa demanda nas antigas administrações
regionais e realizou aquele que foi o segundo e último
concurso para sociólogos na prefeitura, em 1990,
oferecendo 124 vagas.
3)
Nas demais secretarias municipais, os sociólogos
poderiam trabalhar em diversas frentes. Dispensável
dizer que ele é imprescindível na Pasta
do Planejamento. Mas poderíamos dizer que há
necessidade urgente desse profissional, também,
na recém criada Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento
Social e Solidariedade, pois a mesma vem enfrentando
morosidade na implantação dos Fóruns
de Desenvolvimento Regional. Outra nova secretaria que
vem sentindo falta de sociólogos, para desenvolver
seus projetos, é a de Segurança Urbana,
já as secretarias de Habitação,
Assistência Social e Cultura, têm tradição
em contratá-los, o que não tem sido possível
há 12 anos, devido à falta de realização
de concursos.
4)
A realização de Concurso para ingresso
seria facilmente exeqüível, pois não
será necessário criar novos cargos, eles
já existem( aproximadamente 70, conforme estimativa
baseada em documento de 2001, em anexo) e estão
vagos, aguardando decisão da Administração
para preenchê-los, através de abertura
de edital. Desde já este Sindicato, bem como
a Associação dos Sociólogos do
Estado de São Paulo, colocam-se à disposição
para auxiliar no que for preciso, no processo de seleção
(provas, indicação bibliográfica,
testes, inscrição, temas, etc.)
5)
A realização de Concurso de acesso se
faz urgentíssima, pois há dez anos os
sociólogos que entraram no último concurso
estão estagnados na carreira, o que fez com que
muitos desistissem de seus cargos, justamente em momento
que a administração municipal precisa
de seus serviços.
Finalmente,
gostaríamos de acrescentar que, atualmente, todas
as grandes metrópoles, devido à complexidade
de seus problemas e à mudança dos perfis
dos governantes, cada vez mais pressionados pelos movimentos
sociais e cobrados incessantemente pela mídia,
vêm aumentando o número de profissionais
que transitam na área de Ciências Sociais.
Esperamos que a Prefeitura de São Paulo também
tenha a percepção de que com profissionais
adequados, a máquina pública pode ser
mais ágil, respondendo melhor aos anseios da
população.
Na
certeza de contar com a colaboração de
Vossa Senhoria para os encaminhamentos necessários
à resolução dos preenchimentos
das vagas que se encontram ociosas, aguardamos, ansiosamente,
sua manifestação, enviando-lhe votos de
estima e consideração.
Paulo Roberto Martins
Presidente do Sindicato dos Sociólogos
do Estado de São Paulo
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